A HIRISE tem vindo a desenvolver uma investigação sobre as dunas em Marte para determinar a velocidade com que estas se movem, através de uma contínua observação em espaços intervalados de anos marcianos. Até agora, mais de 60 zonas foram monitoradas revelando que o avanço das dunas tem sido de 1 metro por ano, desde o equador até aos polos.
No entanto estas observações são ainda irregulares, concentrando-se principalmente nos trópicos e à volta do Polo Norte (uma zona do Polo Norte com uma alta densidade de dunas). Existe uma zona latitudinal que se situa entre os 30 e os 65 graus Norte, que ainda não foi analisada. Esta observação faz parte de um conjunto de imagens recebidas para preencher essa lacuna.
Esta imagem mostra uma variedade de diferentes tipos de dunas a sul da cratera Lyot, nas zonas baixas, 48.9 graus Norte. A Oeste dunas transversais foram-se transformando em dunas longitudinais, a favor do vento soprando em direção a Este e barcanas a Sul (dunas em formato de meia lua), possivelmente devido aos ventos estarem a ser direcionados derivado à topografia da zona de impacto. Esta imagem tem como objetivo corresponder aproximadamente à mesma iluminação e condições de visualização de uma observação realizada anteriormente pela HIRISE, há 2 anos marcianos atrás, em agosto de 2008.
Comparações detalhadas das duas imagens mostram o movimento de muitas dunas durante este intervalo de 4 anos Terrestres.
A imagem abaixo é uma animação mostrando as alterações em uma das pequenas barcanas a sul do campo analisado. A área representada na imagem tem aproximadamente 100 metros de largura. Ventos de Oeste (esquerda) alteraram as pequenas saliências em cima da duna em direção a Este. Do topo desta, a areia foi arrastada acumulando-se ao longo da base da mesma. Desta forma, a pequena duna move-se lentamente na direção do vento.
Outras imagens mostram também a atividade das dunas nesta zona, aumentando as suspeitas que as dunas em Marte se encontram em movimento em todo o lado, mais rápidas em alguns locais do que noutros.
Tradução: Carlos Teixeira