Esta é uma sequência de quatro imagens adquiridas no começo da primavera no hemisfério Sul, num ponto específico da região polar. As mudanças de padrão são tão grandes ao longo de apenas metade da estação que é difícil acreditar que as imagens cobrem a mesma região.
A sub-imagem foca-se em três leques distintos, conforme eles se modificam. Os leques escuros se transformam em leques mais largos e claros e, dentro destes, novos pequenos leques escuros se formam. Os leques escuros mais novos se formam ao longo de fissuras e dão origem a padrões poligonais.
Estas mudanças são provocadas pela sublimação e condensação de materiais voláteis, principalmente o dióxido de carbono. A luz do sol atravessa o gelo e aquece bolsões de gás sub-superficiais que escapam para superfície em jatos. O vento os espalha, formando leques na superfície, onde é depositada uma mistura de areia escura e gelo claro. O recorte foi feito a partir das imagens originais, reduzidas 10 vezes em escala, de maneira que mostram aproximadamente 1% dos pixels das imagens em máxima resolução.
Nota: O ano Marciano é medido por 360° de longitude solar aerocêntrica (Ls), em que Ls = 180° a 270° marca a primavera no hemisfério Norte. A longitude solar de cada imagem está anotada em cada sub-imagem e cobre apenas 30% da estação da primavera.
Tradução: Thiago Statella