Esta imagem mostra uma pequena cratera na parte noroeste da Cratera Schiaparelli, próximo ao equador de Marte. A pequena cratera (aproximadamente 2 quilômetros de diâmetro, semelhante a Cratera Meteoro no Arizona) foi preenchida com camadas de sedimentos claros que agora estão expostos como anéis olho-de-touro dentro da cratera.
Movendo-se para fora do centro da cratera, as camadas aparecem sendo escalonadas tanto que cada camada está levemente mais baixa que a anterior; as camadas mais profundas são mais jovens, depositadas no topo do monte de sedimentos. O padrão concêntrico pode ser simplesmente devido a cada camada estar sendo erodida mais suavemente que a abaixo dela, porém outro fator se deve a forma das camadas. Se cada camada cobriu o interior da cratera e a região foi erodida numa superfície quase plana, as camadas poderiam aparecer como uma sucessão de anéis. Dados topográficos com resolução suficiente podem ser capazes de distinguir entre estes dois modelos.
Se as camadas estão cobertas, isso proporciona algumas informações sobre como eles se formaram. Poeira ou cinzas vulcânicas depositadas na atmosfera provavelmente cobriram a superfície; contrastando, depósitos dos rios ou lagos preferencialmente cobrem áreas baixas.
Nas imagens em cores falsas RGB, a maioria desse material em camadas aparece pálido. Algumas camadas aparecem em azul escuro ou vermelho-amarronzado nos locais. Cordilheiras na superfície aparecem para protegê-las da erosão. Estas podem ser ondulações de areia formadas pelo vento e depois endurecidas, ou resistentes barbatanas chamadas de “faixas deformadas” criadas pela deformação da rocha.
Tradução: Milena Vieira de Carvalho