Cristas sinuosas
NASA/JPL-Caltech/UArizona
Cristas sinuosas
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Esta imagem mostra uma série de cristas longas e sinuosas no fundo de uma grande e antiga cratera. Cristas como estas podem ser indicações de processos geológicos e nos contam como se passou a história desta região de Marte.

Em alguns casos, o magma (rocha fundida) abaixo da superfície pode preencher uma falha tectónica vertical existente, até mesmo forçando a abertura da fratura no processo. À medida em que o magma restria, ele se solidifica em uma massa rochosa tabular. Esta rocha vulcânica resfriada resultante é chamada de “dique”. A nova rocha é frequentemente mais dura e resistente à erosão que a rocha vizinha (a rocha fraturada do terreno original). Mais tarde, a região inteira pode ter experimentado erosões de vento ou água, removendo o solo e as rochas mais fracas e deixando os afloramentos rochosos mais fortes de pé. À medida em que o terreno é arrancado, a rocha vulcânica mais dura permanece como uma longa parede ou crista.

Alternativamente, as geleiras frequentemente contêm rios internos de gelo derretido que fluem ao longo de sua base, onde o gelo encontra o solo. Estes rios subglaciais podem carregar quantidades enormes de rochas e sedimentos do solo, depositando-os ao longo de sua extensão. Quando a geleira recua, deixa atrás de si uma crista estreita de sedimentos de leito de rio que permanecem acima da superfície vizinha. Neste caso, a crista é chamada de “esker”.

Um rio que corre ao longo da superfície na ausência de uma geleira pode produzir erosão e deposição ao longo de seu leito. Ele pode também alterar quimicamente o fundo do rio através da deposição de minerais e sais que aglutinam solos e rochas. Mais tarde, após o rio secar, a erosão do terreno pode deixar o leito alterado do rio de pé sobre os terrenos vizinhos, produzindo um “canal invertido”.

Então, o que aconteceu na Cratera Peta? Análises desta imagem podem revelar características, como camadas ao longo das paredes da crista, que podem indicar se ela foi depositada por água corrente. Rochas e pedregulhos podem ser encontrados separando-se da crista; seus tamanhos e formas oferecem pistas para a força do material da crista: rochas sólidas angulares e fraturadas de um dique ou pedregulhos vagamente arredondados carregados ao longo do leito de um rio.

Tradução: Gilberto Parreira
 
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