
NASA/JPL-Caltech/UArizona
Um pouco do processo periglacial de Aonia TerraESP_013958_1170Inglês Espanhol
Do início ao fim desta imagem de Aonia Terra, é possível detectar a formação de padrões polígonos. Aqui na terra, aonde quer que exista solo permacongelado – subsolo permanentemente congelado – pode ser que o chão rache e dê origem a padrões similares àqueles observados em Marte.
Apesar de estarmos falando de condições praticamente glaciais, as alterações na temperatura do solo e as mudanças climáticas causam uma pressão termocontrátil potente o suficiente para que os fendimentos rochosos ocasionem um ciclo de posteriores rachaduras.
Um xadrez escuro é exposto em diversas partes desta região. Redemoinhos, espirais de vento formadas pelo choque entre a temperatura do solo e do ar, deixam seus rastros no solo, arrancando dele sua superfície clara durante o percurso. Na condição de “tornados em miniatura”, eles são eficientes para transportar o material que existe na crosta marciana. E por onde passam deixam à mostra estes traços granulosos antes escondidos.
No momento, a luz do sol não atrapalha muito a observação da imagem; a presença das sombras torna mais fácil a percepção das pedras e pedregulhos espalhados na região. Ocasionalmente, estes fragmentos surgem em um formato anelar, o que indica rastros de um impacto histórico que gerou a cratera que agora aos poucos vai sofrendo a erosão até alcançar uma adaptação à superfície plana. Essa herança de pedregulhos, entretanto, ainda pode caracterizar a formação inicial da cratera.
Tradução: Davi Gonçalves